Inspirados nos bistrôs parisienses, os dois restaurantes oferecem apenas um prato principal em seu cardápio: o Entrecôte com molho a base de mostarda e ervas acompanhado de batata frita. Para nossa surpresa, apesar disso, os sabores e a proposta por trás deles são bem distintas.

Como prometemos, contamos aqui para vocês o que cada um oferece de melhor e qual consideramos o melhor Entrecôte de São Paulo!

COUVERT: L’Entrecôte d’Olivier

No L’Entrecôte de Paris o couvert é uma cesta de pães que chegam quentinhos à mesa, acompanhados de manteiga e um delicioso tapenade. Ideal para abrir o apetite para o prato principal! Apesar de delicioso, a competição é injusta: o chef Olivier Anquier que comanda o L’Entrecôte d’Olivier é um renomado padeiro e seus pães fazem justiça à sua fama.

SALADA DE FOLHAS: L’Entrecôte de Paris

Nos dois restaurantes a salada de folhas com nozes e molho de mostarda dijon acompanha o prato principal. Ambas são ótimas pedidas para quem não dispensa a salada, mas a do L’Entrecôte de Paris capricha mais na quantidade de nozes, o que dá um toque especial à ela.

ENTRECÔTE: L’Entrecôte de Paris

Em ambos o restaurante, sua única escolha é o ponto da carne. Experimentamos a Ao Ponto (P) e a Ao Ponto para Mal-Passada (P-) nos dois. A carne do L’Entrecôte de Paris é mais farta e o sabor se destaca mais, enquanto no L’Entrecôte d’Olivier ela vem mais macia.

MOLHO SECRETO: L’Entrecôte d’Olivier

No L’Entrecôte de Paris os sócios divulgam que apenas eles e alguns chefs conhecem a fórmula secreta, que leva 21 ingredientes e demora 36 horas para ficar pronta. O molho é bem consistente e no paladar o destaque é a mostarda. Apesar disso, o sabor da não se sobressai e harmoniza perfeitamente com os outros ingredientes, deixando o destaque para o Entrecôte.

Enquanto isso, no L’Entrecôte d’Olivier o molho rouba a cena e deixa a carne em segundo plano. O molho é mais ralo que no concorrente e dá para sentir o sabor de algumas ervas com bastante clareza, como o cominho e o tomilho. O chef Olivier Anquier também não revela sua fórmula, mas conta uma história muito charmosa para sua origem: a receita vem de família e foi aprendida com sua tia, que foi casada com um Cônsul francês e tinha a tradição de servir o prato em jantares oficiais.

BATATA FRITA: L’Entrecôte d’Olivier

A grande surpresa para mim foram as batatas fritas. Em ambos os restaurantes elas são servidas à vontade e oferecidas diversas vezes enquanto você saboreia o prato principal.

Nos dois restaurantes o modo de preparo também faz parte do ritual secreto. Me disseram que ela é frita em uma temperatura e depois congelada. Na hora de servir, ela vai novamente ao óleo, dessa vez numa temperatura bem mais alta.

A disputa foi apertada, pois ela vem bem fininha, sequinha, crocante e dourada nos dois restaurantes. Demos a vitória para o L’Entrecôte d’Olivier porque ela “sugava” melhor o molho, o que nos fez aproveitar mais e comer um monte.

SOBREMESA: L’Entrecôte de Paris

Ao contrário da única opção de prato principal, o L’Entrecôte de Paris tem uma vasta opção de sobremesas com 17 opções! Pedimos para o maître nos indicar o que era imperdível e experimentamos o Crème Brulée e o Crème Caramel (Pudim de Leite coberto com calda de caramelo). O 1º está entre os mais gostosos que experimentei na minha vida! Não lembro de ter comido um Crème Brulée tão bom nem em Paris. O Crème Caramel não está entre os melhores pudins de leite. Ele é definitivamente o melhor. Absolutamente imperdível!

No L’Entrecôte d’Olivier experimentamos a Mousse Royal de Chocolate, que é servida à vontade no prato direto de uma enorme travessa e o Crème Brulée para poder fazer uma comparação direta com o concorrente. A mousse é deliciosa e tem gosto de caseira, dando um banho na grande maioria das que experimentamos em outros restaurantes. O Crème Brulée é delicioso, mas não ganha do que é servido no L’Entrecôte de Paris.

RESULTADO FINAL: L’Entrecôte de Paris 3 x 3 L’Entrecôte d’Olivier

Como deu empate, para não ser acusado de ficar em cima do muro, criamos um critério de desempate para ajudar você a escolher qual é o melhor.

Quem está curioso para experimentar o molho secreto, a pedida é o L’Entrecôte d’Olivier. Por ter um paladar mais marcante, ele rouba a cena e a mistura das ervas dá um sabor único ao prato. Para quem quer experimentar o molho, mas acha que a carne é a atração principal, a escolha é o L’Entrecôte de Paris, onde ela vem mais saborosa e o molho harmoniza melhor com seu paladar.

Eu, particularmente, fico com o L’Entrecôte de Paris. Apesar de ter gostado muito dos dois (e ido mais de uma vez em cada um deles), usei a sobremesa como critério de desempate.